Archive for November, 2007

10 pila para ouvir o rather ripped*

November 30, 2007

Botei minha melhor camiseta da Sensifer (por baixo do blusao) e fui acreditando. Propositalmente, perdi as duas primeiras bandas (uh, perdi). 7pm eh muito cedo para um show. A terceira banda – um bando de francesinhos, duas japonesas cantando, belo synth – me recebeu com um cover de Unicorns – A mesma musica que eu usei como despertador por um ano e meio – seguido por musicas alegrinhas e cornetas, acabando a apresentacao com covers de eurotrash.

O nome da segunda banda era M-Lab, o que ja era mau sinal. Mesmo assim, peguei uma cerveja e fui para a frente do palco (assisti os francesinhos – Mois Non Plus – la de tras, so via no palco troncos pela metade, nao consegui ver qual era o sintetizador que usavam. chuto microkorg. chuto errado, certamente.) junto com dois fotografos profissionais, um cinegrafista e groupies (nenhum sentido).

Posers, o que se traduzia na maneira como pediam vorazmente bebidas ao microfone, no intervalo das musicas. Todos de preto, um power trio + cantora esganicada (visualmente, uma space rave) e 2 backing vocals completamente deslocadas.

Harley-Davidson Rock. Nenhuma graca. Mas, UH, pediam shots de tequila a toda hora. E eram atendidos.

Aguentei ate a sexta musica (a quinta teve um solo de bateria**) me divertindo com o modo como os bobalhoes da guitarra e do baixo buscavam aparecer para o improvavel cameraman, quando focados, e buscavam a camera, com os olhos, a toda hora.

* – a loira gorda gritona e Uh, Rock And Roll da ultima banda chegou no palco berrando WHO PUT THAT FUCKING INDIE ROCK?. Sim, legal sao eles.

** – “I know how drum solos can be boring, but this one is so awesome, you will just want to go have sex in the bathroom” – Fingi que ia transar no banheiro e cai fora. Escolhi duas entre oitenta e nove tipos de cerveja no coreano da esquina e vim, BRABO, escrever esse texto amargo. merda de banda. 

p.s. – nao levei a camera, gracas a deus.

p.s. II – melhor parte foi entre os shows, quando tocou TODO o Rather Ripped. Quase valeu o ingresso.

p.s. III – fiquei chateado de perder a segunda banda, Rails to Russia. Principalmente pelo nome, obviamente.

p.s. IV – Tava bem cheio o Mercury Lounge, hoje.

p.s. V – Ah, quase esquecia disso: o que me fez cair fora chorando, alem do solo de bateria e da balada subsequente, foi ver que os caras duroes, que pediam tequila no intervalo de cada musica (nao bebiam, pelo que vi), tomavam Amstel LIGHT. Nenhuma credibilidade.

Fantastico, mas ninguem da a minima para o pos roque, aqui nessa cidade dos infernos.

November 30, 2007

Conheci uma texana, na chegada. Nem ela conhecia Os Quatro de Austin.

E acabei de descobrir que perdi o show da …Trail of Dead por DOIS dias.

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Bom, mas o ponto e que tocou Explosions in the Sky, aqui, de fundo para um programa de formas alternativas de energia, no discovery science. Por bons 3 minutos.

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 Tinha rolado, a tempos, em um forum sobre eits, uma discussao estupida sobre “se vender para o sistema”, e essas coisas de dado dolabella, quando eles tocaram num comercial de automovel. Como eu vadiava a esmo, na epoca, colei num email e traduzi livremente a linda resposta oficial as alegacoes de TRAIR O MOVIMENTO. e la vamos nos:

 caros vocês.
 
alguns de vocês carinhas já devem ter percebido alguns comerciais usando músicas nossas. muitos também perceberam nossas canções em transmissões de torneios de golfe, partidas de tênis e sabe-se lá o que mais, nos últimos meses, e isso é algo sobre o qual não temos nenhum controle, graças a uma lei complementar aê, sobre transmissões televisivas, liberando a apropriação indébita, arrrrrr. os comerciais de carro, porém, são outra parada — nós, surpreendentemente até para nós mesmos, concordamos com eles.
 
na primeira vez que nos contactaram, a idéia virou motivo de chacota, até. Já recebemos propostas de usar nossas músicas em comerciais algumas vezes, durante esses anos, e recusamos todas (exceto por um comercial de guídis que, pelo que sabemos, nem chegou a ir ao ar). esperamos que vocês saibam que nós fazemos nossa música porque nós a amamos e porque ela significa tudo para nós, e não porque nós queremos ajudar a vender produtos. quando começamos como banda, achávamos que não iriamos nem conseguir tocar para pessoas, ou fazer uma turnê, ou um disco, ou, que diabos, quatro discos… e por aí vai. com certeza, nunca passou pelas nossas cabeças que pudéssemos fazer dessa banda nosso arrimo, nosso sustento, nossas carreiras, enfim. mas em algum ponto entre greet death e remember me as time of day, isso aconteceu. pelos últimos dois anos, nenhum de nós dedicou-se a outras atividades que não a banda — ensaios diários, ficar viajando sobre capas de álbuns, títulos de músicas, etcetera etcetera e por aí vai. nenhum de nós está bem de vida, ou mesmo perto disso, mas temos ganho dinheiros suficientes para sobreviver até o próximo disco, e para fazer a turnê do próximo disco, ano que vem, se tudo der certo.
 
seria até difícil incorrer em algum exagero sobre o quanto essa banda significa para nós. ela é literalmente nossas vidas. que tenhamos nos deparado com esse modo afusel de nos expressarmos, e consigamos fazê-lo tão bem em conjunto, não é nada menos que um milagre para nós (que até então éramos um bando meio confuso e depressivo de adolescentes e pós-adolescentes, e de certo modo, ainda somos). O ideal seria que pudéssemos continuar fazendo música desta maneira pelo resto de nossas vidas. mas as coisas mudam. famílias começam a crescer, o tempo começa a ficar raro, as circunstâncias mudam. não somos bobos de pensar que poderemos sair em turnê todo ano, para levantar alguns trocados, pelo resto de nossas vidas. não rola, como qualquer tolo pode ver claramente. nós somos uma banda instrumental com um público relativamente pequeno. então  começamos a nos perguntar: o que vamos fazer com nossas vidas depois? nenhum de nós tem quaisquer habilidades senão tocar um instrumento em particular, de um modo em particular, que provavelmente só funcionaria nesta banda, especificamente. logo, pensar no futuro é trifoda, e um pouco assustador, até. pensar no fim de algo que realmente se ama fazer é realmente fatalista e muito deprimente pracaralho. mas a não ser que o sujeito deliberadamente decida cegar-se aos fatos, é algo que deve ser feito. 
podemos estar até exagerando com tudo isso — na real, acho que ninguém se importa com esse tipo de discussão mais. mas nós vemos você, ouvidor de nossas músicas, como alguém próximo de nós, daí a necessidade de explicarmo-nos. De muitos modos, esta decisão foi mais complicada do que essa explicação faz ela parecer (bemvindos aos trâmites internos de uma banda, err, estranha). mas na real a parada é bem simples: os caras nos ofereceram um caminhão de grana<apud krusty> e nós aceitamos. não compraremos cadillacs agora. vamos usar essa grana do mesmo modo que qualquer um em qualquer outro trabalho usaria — casas, contas, piás, provavelmente guardar algo. se de algum modo nossa decisão diminui a tua apreciação de nossas músicas, sentimos muito. <ou… piça>
para sempre e sempre seus,
amor e explosões 

 

dear you.

some of you have already noticed a couple of commercials using our music. many people have also noticed our music in televised golf tournaments and tennis matches and god knows what else over the past months, and that’s something we have no control over thanks to some broadcasting bylaw. but the car commercials are different–we did actually agree to them, much to our own surprise.

when we were first approached, it was honestly something we joked about. we have been approached about using our music in a good number of commercials over the years, and we’ve turned them all down (except for a new balance ad that never aired on tv as far as we know). we hope you know that we make our music because we love it and because it means everything to us, not because we want to help sell products. when we started as a band we were dubious that we would even play a show, or tour, or make a record, let alone make four records… and so on. and it certainly never crossed our minds that we could make this band our livelihood, our careers. but somewhere along the way that happened. for most of the last two years none of us have had any jobs other than the band–coming to practice every day, daydreaming about album art, song titles, et cetera, et cetera. none of us is well-off or remotely close to it, but we have made enough to live long enough to make a new record, for which we will tour next year, assuming all goes well.

it would be hard to overstate how much this band means to us. it is quite literally our lives. that we have stumbled across this way to express ourselves in such a pure way is nothing short of miraculous to us (who were previously a somewhat confused and depressed bunch for most of our adolescence and twenties, and in some instances still are). and, ideally, we want to be able to keep making music this way for the rest of our lives. but things change. families start growing, time starts becoming scarce, circumstances change. we are not ignorant. to think that we will be able to tour every year to make money for the rest of our lives is impractical at best. we are an instrumental band with a comparatively small audience. so then the questions begin: what are we going to do with our lives afterwards? none of us has any skills other than playing one instrument in a rather specific way that will probably only work in this one particular band. to think about the future is daunting and a bit frightening. to think about the end of something you truly love doing is fatalistic and very depressing. but unless you want to be blind to it, it must be done.

we might be going overboard with this–maybe nobody even cares about this sort of thing anymore. but we look at you, the listener, as someone close to us, thus the explanation. in many ways this decision was even more complicated than this makes it sound (welcome to the inner workings of a strange band). but in another way there is a fairly straightforward bottom line: they offered us a good amount of money and we accepted it. we are not going to buy cadillacs now. we are going to use it in the same way anyone else at any job would use it–to work towards buying houses, to paying the bills, to helping our families, and to hopefully save some. if for some reason our making this decision lessens your appreciation of our songs, then we are sorry.

forever and always yours.
love, explosions

e acabo com essa noticia, do forum de sua gravadora: melhor line-up.

http://www.temporaryresidence.com/forums/viewtopic.php?t=5175&highlight=explosions+tomorrow+parties

An Introduction to the Introduction to the New Edition

November 29, 2007

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 This introduction to the introduction to the New Edition is a highly significant one in the history of introductions. Its presence on these pages means that this book has achieved the World Record for the number of introductions in a book of This Nature. With the addition of this Introduction to the Introduction to the New Edition, The Salmon of Doubt can now claim to have no less than three introductions, one Prologue and one Editor’s Note. That is two Introductions more than Joseph Conrad’s Heart of Darkness and one Introduction, one Prologue, and one Editor’s Note more than the Cambridge History of Medieval English Literature. Even the Oxford English Dictionary can only boast one Preface, one Historical Introduction, one General Explanations, and a List of Abbreviations – that’s two Introductions short of The Salmon of Doubt.

You are, without doubt, holding in your hands one of the best-introduced book in the English language. We hope you enjoy the Introduction to the New Edition that follows this Introduction to it and continue to read on even into the book itself.

JONES, Terry, introducao ao The Salmon of Doubt.

Garagem Hermetica > Mercury Lounge

November 28, 2007

Show da Lowry, ontem. 4 bandas na mesma noite, na verdade, lembrando os ricos anos 01-03, tequila pub, tear, garagem, essa cousa toda. Como achei que fosse apenas uma banda, cheguei as 10pm, no inicio do show da terceira banda da noite, os AllNight Chemists.

Um cabeludo showman, um baixista grisalho constrangido e um gordo suado na bateria. O frontman se dividia entre um piano eletrico com efeitos e uma guitarra ligada em um board com 1267 pedais. serio. eu contei. Infelizmente eles tinham mau gosto – lembravam algo solo do Frusciante (ate me agrada, algo – update: gosto muito de frusciante), mas nos seus piores -realmente piores – momentos – Mas umas 6 pessoas gostaram. Aplaudiram, ao menos. Viva os amigos da banda.

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O guitarrista acabou a ultima musica pulando em cima do piano eletrico, de modo totalmente desnecessario.

Na rua, a segunda banda da noite (presumo) guardava os instrumentos em uma blazer, eu saia para fumar e o seguranca me impedia de levar o copo de cerveja para fora.

justo.

Volto e a Lowry esta montando o palco. A banjista corre de um lado para o outro, carrega instrumentos, leva o setlist para seus colegas de banda, cumprimenta conhecidos. O baixista, igual ao ANDY DICK, e o guitarrista da jazzmaster se enfiam em um canto do palco. Chega pelo meio do publico (30 pessoas, agora) o vocalista, Mr. Lowry himself, vestido como um lenhador, mas com um cabelo emo estudadamente desalinhado. rica barba, btw.

Gravei a primeira musica inteira, mas em casa descobri que a camera nao grava audio (ou eu fiz merda pegada, mas qualquer uma das duas hipoteses e ruim). Rico non-folk climatico com explosões de bateria e guitarra, intercalados com momentos so de violao folk e voz, com guitarra espacial a-la-johnny-greenwood-sem-distorcao no fundo, muito baixo.

Para depois estourar tudo de novo, com a banjista saindo correndo pelo palco para pegar uma meia lua e esmorruga-la contra a coxa com legging preto.

Tambem fiz um video da terceira musica, quando a banjista comecou a tocar banjo, mas, bem, voces sabem…

6 opcoes de cerveja nos taps do balcao. Brooklin lager eh boa e macia, com rico retrogosto (uh!). Mas prefiro Eisenbahn. No final do show principal da noite, deixei cair de modo idiota 1/3 de Bass Stout (ou algo assim, inglesa), o que foi o ponto baixo da noite, depois do show da AllNight Chemists.

Enfim, oucam Lowry. Belo Anti-Folk.

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Lowry. A guria passou 5 minutos afinando o banjo, enquanto o cantor fazia as melhores piadas. Eu fiz um video disso. what a drag, heh?

Check out their MySpace, fool.

November 26, 2007

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Show que assistirei hoje, no Mercury Lounge.

Nem ideia do que seja, mas quando fui comprar tickets antecipados (nao vendem, so na hora), pude dar uma olhada no bar (bela ante-sala com balcao gigante) e enfiar a cabeca pela cortina que separa o bar do palco. Pude ver uma guria afinando um BANJO e um bando de cabeludos sentados em cima de cases de instrumentos, fumando.

Parece bom.

Pensamentos Aleatorios do Terceiro Dia

November 26, 2007

-pessoal alto.

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-paraiso da cerveja.

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-asiaticos sao bagunceiros.

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-cheiros muito bons vem do nada.

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-paraiso da cerveja

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-fiquei amigo de um gato, hoje, mas nao de seu dono, que me mandou comprar algo ou cair fora da loja, e avisou que o gato morde. nao me mordeu, so ficou parado, recebendo carinho, no tapete de entrada da deli.

de como cheguei aqui, e dos fatos que cercam tal ocorrido – parte 1 de 48.

November 26, 2007

Sentei ao lado de um idoso que se alimentava por um tubo, no aviao. Por algum motivo, ele cuspia uma massa amorfa branca no saco de vomito, a cada 30 minutos. Bom sujeito, ele. Dono de 12 storages em new jersey, trabalha com impo/expo de pneus, baseado nos eua, desde 1990. Com 2 filhos trabalhando com ele, mostrou-me 3 passaportes cheios de carimbos, para provar o quanto levava seu sistema digestive avariado para passear pelo mundo atras de pneus. O bom sujeito carregava consigo uma sacola termica,com sacos de comida processada, para enfiar no tubo, e tinha, por razoes que eu desconheco, mas que devem ser obvias, o PIOR BAFO DO MUNDO. 

Conversei com ele, estoicamente, por mais de uma hora, principalmente sobre a dificuldade de se fazer negocios no brasil (what do I know), e de sua predilecao pelo brasil como destino turistico. -gosto muito de dancar, e voce sabe, as melhores mulheres estao no brasil. Entao vou la, para dancar, dancar, e namorar (risada fedida). Excelente sujeito. Passei no customs com minhas geleias, provando a falencia total do sistema de homeland security americano. Hoje, geleias proibidas. Amanha, bombas proibidas. 

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Abri os trabalhos, no saguao do JFK esperando pelo onibus que me levaria a manhattan, com um double chunked chocolate muffin (bom) e um French roast coffee (o café-lixo do escritorio e muito melhor). Na primeira hora em solo maligno*, ja tive contato com todas etnias. Um asiatico trocou meu dinheiro, uma afro-americana me vendeu uma passagem de onibus, e um indio me vendeu um charuto. 

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Preciso de um i-pod, a musica ambiente aqui e terrivel**. 

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Renan iria se pelar e chorar. MUITAS asiaticas. Grande parte delas nnnngatas. 

* – apud CHAVEZ, Hugo. 

** – update: comprei e enfiei mogwais e monos, ja. Provavelmente serei atropelado nos proximos dias.

Twelve Bucks

November 25, 2007

Comprei um relógio de pulso branco (picture supressed E update: vi o mesmo relógio num camelô de Torres, agora, no verão. Vou presentear o meu para alguém que eu julgue que tenha gosto duvidoso. você, que receber meu relógio branco de presente, sinta-se ofendido)Mais diarinho a seguir. Estou cheio demais de Steak au Poivre para procurar minha caderneta de anotações.

Vou tomar uma Weissbier Berlinense. Custou 1,5 pratas.

Prazer.