Fantastico, mas ninguem da a minima para o pos roque, aqui nessa cidade dos infernos.

Conheci uma texana, na chegada. Nem ela conhecia Os Quatro de Austin.

E acabei de descobrir que perdi o show da …Trail of Dead por DOIS dias.

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Bom, mas o ponto e que tocou Explosions in the Sky, aqui, de fundo para um programa de formas alternativas de energia, no discovery science. Por bons 3 minutos.

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 Tinha rolado, a tempos, em um forum sobre eits, uma discussao estupida sobre “se vender para o sistema”, e essas coisas de dado dolabella, quando eles tocaram num comercial de automovel. Como eu vadiava a esmo, na epoca, colei num email e traduzi livremente a linda resposta oficial as alegacoes de TRAIR O MOVIMENTO. e la vamos nos:

 caros vocês.
 
alguns de vocês carinhas já devem ter percebido alguns comerciais usando músicas nossas. muitos também perceberam nossas canções em transmissões de torneios de golfe, partidas de tênis e sabe-se lá o que mais, nos últimos meses, e isso é algo sobre o qual não temos nenhum controle, graças a uma lei complementar aê, sobre transmissões televisivas, liberando a apropriação indébita, arrrrrr. os comerciais de carro, porém, são outra parada — nós, surpreendentemente até para nós mesmos, concordamos com eles.
 
na primeira vez que nos contactaram, a idéia virou motivo de chacota, até. Já recebemos propostas de usar nossas músicas em comerciais algumas vezes, durante esses anos, e recusamos todas (exceto por um comercial de guídis que, pelo que sabemos, nem chegou a ir ao ar). esperamos que vocês saibam que nós fazemos nossa música porque nós a amamos e porque ela significa tudo para nós, e não porque nós queremos ajudar a vender produtos. quando começamos como banda, achávamos que não iriamos nem conseguir tocar para pessoas, ou fazer uma turnê, ou um disco, ou, que diabos, quatro discos… e por aí vai. com certeza, nunca passou pelas nossas cabeças que pudéssemos fazer dessa banda nosso arrimo, nosso sustento, nossas carreiras, enfim. mas em algum ponto entre greet death e remember me as time of day, isso aconteceu. pelos últimos dois anos, nenhum de nós dedicou-se a outras atividades que não a banda — ensaios diários, ficar viajando sobre capas de álbuns, títulos de músicas, etcetera etcetera e por aí vai. nenhum de nós está bem de vida, ou mesmo perto disso, mas temos ganho dinheiros suficientes para sobreviver até o próximo disco, e para fazer a turnê do próximo disco, ano que vem, se tudo der certo.
 
seria até difícil incorrer em algum exagero sobre o quanto essa banda significa para nós. ela é literalmente nossas vidas. que tenhamos nos deparado com esse modo afusel de nos expressarmos, e consigamos fazê-lo tão bem em conjunto, não é nada menos que um milagre para nós (que até então éramos um bando meio confuso e depressivo de adolescentes e pós-adolescentes, e de certo modo, ainda somos). O ideal seria que pudéssemos continuar fazendo música desta maneira pelo resto de nossas vidas. mas as coisas mudam. famílias começam a crescer, o tempo começa a ficar raro, as circunstâncias mudam. não somos bobos de pensar que poderemos sair em turnê todo ano, para levantar alguns trocados, pelo resto de nossas vidas. não rola, como qualquer tolo pode ver claramente. nós somos uma banda instrumental com um público relativamente pequeno. então  começamos a nos perguntar: o que vamos fazer com nossas vidas depois? nenhum de nós tem quaisquer habilidades senão tocar um instrumento em particular, de um modo em particular, que provavelmente só funcionaria nesta banda, especificamente. logo, pensar no futuro é trifoda, e um pouco assustador, até. pensar no fim de algo que realmente se ama fazer é realmente fatalista e muito deprimente pracaralho. mas a não ser que o sujeito deliberadamente decida cegar-se aos fatos, é algo que deve ser feito. 
podemos estar até exagerando com tudo isso — na real, acho que ninguém se importa com esse tipo de discussão mais. mas nós vemos você, ouvidor de nossas músicas, como alguém próximo de nós, daí a necessidade de explicarmo-nos. De muitos modos, esta decisão foi mais complicada do que essa explicação faz ela parecer (bemvindos aos trâmites internos de uma banda, err, estranha). mas na real a parada é bem simples: os caras nos ofereceram um caminhão de grana<apud krusty> e nós aceitamos. não compraremos cadillacs agora. vamos usar essa grana do mesmo modo que qualquer um em qualquer outro trabalho usaria — casas, contas, piás, provavelmente guardar algo. se de algum modo nossa decisão diminui a tua apreciação de nossas músicas, sentimos muito. <ou… piça>
para sempre e sempre seus,
amor e explosões 

 

dear you.

some of you have already noticed a couple of commercials using our music. many people have also noticed our music in televised golf tournaments and tennis matches and god knows what else over the past months, and that’s something we have no control over thanks to some broadcasting bylaw. but the car commercials are different–we did actually agree to them, much to our own surprise.

when we were first approached, it was honestly something we joked about. we have been approached about using our music in a good number of commercials over the years, and we’ve turned them all down (except for a new balance ad that never aired on tv as far as we know). we hope you know that we make our music because we love it and because it means everything to us, not because we want to help sell products. when we started as a band we were dubious that we would even play a show, or tour, or make a record, let alone make four records… and so on. and it certainly never crossed our minds that we could make this band our livelihood, our careers. but somewhere along the way that happened. for most of the last two years none of us have had any jobs other than the band–coming to practice every day, daydreaming about album art, song titles, et cetera, et cetera. none of us is well-off or remotely close to it, but we have made enough to live long enough to make a new record, for which we will tour next year, assuming all goes well.

it would be hard to overstate how much this band means to us. it is quite literally our lives. that we have stumbled across this way to express ourselves in such a pure way is nothing short of miraculous to us (who were previously a somewhat confused and depressed bunch for most of our adolescence and twenties, and in some instances still are). and, ideally, we want to be able to keep making music this way for the rest of our lives. but things change. families start growing, time starts becoming scarce, circumstances change. we are not ignorant. to think that we will be able to tour every year to make money for the rest of our lives is impractical at best. we are an instrumental band with a comparatively small audience. so then the questions begin: what are we going to do with our lives afterwards? none of us has any skills other than playing one instrument in a rather specific way that will probably only work in this one particular band. to think about the future is daunting and a bit frightening. to think about the end of something you truly love doing is fatalistic and very depressing. but unless you want to be blind to it, it must be done.

we might be going overboard with this–maybe nobody even cares about this sort of thing anymore. but we look at you, the listener, as someone close to us, thus the explanation. in many ways this decision was even more complicated than this makes it sound (welcome to the inner workings of a strange band). but in another way there is a fairly straightforward bottom line: they offered us a good amount of money and we accepted it. we are not going to buy cadillacs now. we are going to use it in the same way anyone else at any job would use it–to work towards buying houses, to paying the bills, to helping our families, and to hopefully save some. if for some reason our making this decision lessens your appreciation of our songs, then we are sorry.

forever and always yours.
love, explosions

e acabo com essa noticia, do forum de sua gravadora: melhor line-up.

http://www.temporaryresidence.com/forums/viewtopic.php?t=5175&highlight=explosions+tomorrow+parties

2 Responses to “Fantastico, mas ninguem da a minima para o pos roque, aqui nessa cidade dos infernos.”

  1. Sandro Says:

    sério tu não tem esperança q alguem leia esse troço gigante q tu postou né?

  2. Pill Says:

    Pior que eu li a versão em português e depois comecei a ler a inglês, quando eu percebi que era a mesma coisa. Triste…

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