Bah, já faz dois anos.

Prólogo.

No aeroporto, embarcando, ainda não nos damos conta da magnitude do que está por vir. Na verdade, retrospectivamente, não nos daremos conta, até botarmos os pés no chão enlameado da Chácara do Jockey, quase 24 horas depois. Embarcamos embalados por músicas, individualmente. Ápice do individualismo musical, cada qual com seu discman. Excelente. Bons cds me acompanhavam. Molho meu moleton na pia do banheiro do aeroporto, pela segunda vez. A mancha lembra um búfalo avançando, irascívelmente. Uma foto é tirada. Pura Arte. A peça de vestimenta não voltaria de São Paulo. Alguma coisa tinha que ser deixada para trás, em tributo aos deuses do roque e do ruído em geral. Me protegeu bem do frio, enquanto esteve comigo. E, sim, o frio foi cortante.

 

Embarcamos, com nossas passagens impressas em folhas de papel A4. Ganho amendoins e suco de manga. Excelente. O Ônibus-que-voa chega rápido em São Paulo. Mal consigo ler. Duração do vôo: pouco mais do que o Earth Is Not A Cold Dead Place. Quando inicio a audição do Will Oldham, a forte turbulência nos avisa que estamos chegando. Impossível dormir, os bancos não deixam o ângulo reto, e estão claramente amontoados o máximo possível uns sobre os outros. Linhas aéreas inteligentes. Estou feliz por ter pago pouco mais de cem reais, e ainda ganhei amendoins e suco de manga. Excelente. Uma das componentes da frota mais jovem das linhas aéreas usa a roupa mais futurista já vista em uma atendente de bordo. Deve ser parte do plano de imagem da companhia. Sim, essa linha aérea realmente é inteligente e jovial.

 

 

Sábado, 4 da manhã.

Após algumas dificuldades (um leve atraso do ônibus da gol, principalmente), rumamos de Guarulhos para o metropolitano aeroporto de Congonhas. São quatro e meia quando consigo, após o vôo e a espera no exterior do aeroporto, junto com outros passageiros mais raivosinhos pelo atraso, realmente repousar, sorvendo um doce Valv pelos canais auriculares. O banco do ônibus será o local mais confortável dos próximos dois dias. Nenhuma reclamação em relação à isso. Tudo é bom.

O aeroporto de Congonhas é hostil. Chegamos lá por volta das 5 da manhã. Poucas pessoas no aeroporto, a maioria tentando repousar em cadeiras minúsculas e, aparentemente, desconfortáveis. Um nigeriano de 2 metros dorme com as pernas sobre a mala. Se ele consegue dormir naquelas cadeiras, qualquer um consegue. Japonesas já estão por todo lugar. Japonesas e seus olhares servis e lascivos. Douglas e Renan se encantam com a aura de mistério oriental. Eu também, devo dizer.

Tentamos dormir, após algum reconhecimento das cercanias, em uma das esparsas fileiras de cadeiras. O saguão está na penumbra, algumas luzes estão acesas, apenas. Sentamos e tentamos nos aconchegar. Todas luzes do saguão se acendem. Olho para o teto, ofuscado. Câmeras no teto. Não gostam de mendigos no seu aeroporto imundo. Mando um dedo médio para a câmera e me encolho na cadeira.

Acordamos as 6 da manhã, com as costas moídas. Caminho pelo aeroporto, tentando espantar o sono, ouvindo o nº 4. Entro no Brasif, recém aberto. Vejo bolas de basquete. Vou ao mostruário de maquiagem e tento passar base e sombra no rosto. Tudo para me manter acordado, e talvez ser expulso da loja (o que também pode ser encarado como um meio de me manter acordado).

 

airport.jpg

 

Nosso generoso anfitrião nos espera em seu apartamento, nas entranhas de São Paulo. É cedo demais para irmos incomodá-lo, porém. Após uma rápida coleta de informações no balcão destinado para isso, vamos atrás da parada do ônibus Pinheiros, que nos deixaria o mais perto possível de nosso destino e local de descanso. Recebemos olhares de estranhamento cada vez que falamos parada. Ponto de ônibus? Semáforo? Tento aprender o dialeto. A comunicação é dificil. Todos imigrantes com os quais nos deparamos, nas lides diárias, por lá, falam de modo ininteligível, à primeira impressão. Demoro para entender o que o cobrador (extremamente simpático o cobrador. É totalmente aleatória, a simpatia ou não dos habitantes desta cidade. Conhecemos, no mesmo dia, o cobrador mais simpático e o taxista mais antipático) fala, mas conseguimos comunicar nossa intenção de descer na esquina das avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Ele, solicitamente, nos avisa com um sorriso, ao chegarmos no destino.

Descemos. O céu está nublado, como esperávamos, e a temperatura está incrivelmente agradável. Porto Alegre é o pior lugar do mundo no verão, sem dúvida. Mas tergiverso. São sete da manhã, e não nos parece razoável acordar nossos anfitriões antes da nove horas, é o que nos indica o senso comum. Caminhamos pelas redondezas, em busca de comida, charutos e alguma bebida matinal. Avaliamos garotas na rua. São Paulo tem uma quantidade surpreendente de garotas agradáveis ao olhar, à seu modo. Isso que as modelos, todas, deviam estar dormindo, ainda.

O café da manhã tem lugar no boteco (e essa palavra nunca foi usada com mais propriedade. O verdadeiro boteco. Pinga sendo servida as 7 da manhã, para três fregueses, aparentemente assíduos, pois o calado atendente confraterniza com eles como se fossem colegas de escotismo), enfim, no boteco na esquina da rua em que ficaríamos hospedados. Comemos, eu e renã, o melhor pastel de queijo das nossas vidas, excetuado o servido as margens da estrada do mar, no maquiné. Insuperável. Mas o pastel era realmente bom. Bela massa. O suco de laranja, feito na hora, é incrivelmente bem servido. Aliás, característica de tudo nessa cidade. Porções gigantes. Jarras de suco. Bifes de frango do tamanho de LP´s. Douglas se mantém no café pingado e suco de laranja. Logo após, nos avisa que precisa urgentemente de um banheiro. O banheiro do boteco é inadequado até para um Ogro, apesar de belo, devido ao elevado pé direito.

Caminhamos em direção ao shopping Iguatemi, 4 quadras adiante, na vã esperança de que o mesmo se encontre aberto e receptivo à dejetos. Insucesso. Tentamos, antes de recorrer ao shopping, o banheiro de uma galeria. Na verdade, de um bar desta galeria. Sem água, o caixa nos avisa. 5 minutos depois, ao comprarmos a primeira cerveja de São Paulo, o caixa permite o acesso ao banheiro. Tínhamos que ser clientes, era só ter falado logo. Evitaria a ida até as portas trancadas do shopping. Tomamos cerveja e compramos charuto, em uma banca de jornais. O movimento é bem intenso, para um sábado de manhã. Muitas fotos são tiradas, intermitantemente.

Nove horas. Decidimos ir ao apartamento. Arruinamos com o sono de nosso anfitrião, mas precisamos dormir. Não consigo dormir, porém. Leio. Toco violão e mexo na internet, rapidamente. Renan e Douglas morrem, por algumas horas, na cama de nosso casal amigo. Vou dar mais uma ronda de reconhecimento nas redondezas. Daniel me recomenda um belo supermercado, a poucas quadras de lá, na mesma rua. Está bom, para iniciar. Não posso me perder, não saindo da rua onde estamos.

Compro alguns quitutes e bebidas, para passarmos o dia. Surpreendo-me com charutos cubanos por 12 reais. ótimos charutos. Adquiro um, por precaução. Boa comida, a vendida em São Paulo. Compro pão, queijo e lombo de porco, temperado. Como sanduíches no apartamento, e me sinto bem. A cidade está bonita e calma, apesar do choque inicial, causado pela publicidade mais intensa e agressiva de todas cidades do país. Uma tela gigante por quadra, passando comerciais non stop. Futurama. Aviões passam sobre nossas cabeças a cada 4 minutos, com regularidade impressionante, durante o dia. Durante todos os dias.

As 16:30, saímos para o festival da telefonia celular. Temos todas indicações conosco. O local da parada (ponto?), o local de descida, o trajeto e a linha à ser pega. Esperamos o ônibus sorvendo cervejas em lata, na companhia de mais um exemplar da improvável simpatia são-paulina. A velha senhora discorre longamente sobre as mudanças ocorridas no bairro em que estamos, em como ele está virando, cada vez mais, um bairro comercial. Ouvimos tudo atentamente, com um autêntico interesse. Recebemos valiosas dicas de ônibus. Aliás, somos ciceroneados, no ônibus, por ela, pois ela vai para um destino perto do nosso, e nos informa que podemos pegar o mesmo que ela (ela se certifica disso, quando o ônibus para, de maneira um tanto espalhafatosa, algo como <falando alto demais “eles são DO SUL, e querem chegar no final da Francisco Morato. Esse vai até lá, não?> recebemos a confirmação do destino do ônibus, entramos. Agradecemos empolgadamente à simpática senhora, e nos colocamos no meio do ônibus. Logo, um homem, perto de nós, puxa conversa, perguntando se vamos para os shows. Confirmamos, e ele, sorridente, fala algo sobre seu filho e shows, ou algo assim. Tentamos estabelecer conversa. Logo o tema muda para sotaques e regionalismos. Depois, um pouco de futebol e chegamos ao nosso destino.

 

 

Chácara do Joquei, amendoins e caos.

 

Chegamos na chácara no momento exato. Muitas pessoas na rua de acesso. Uma garota transtornada tenta brigar com um taxi, ou com um poste, não me recordo. É contida por policiais, ou taxistas. Ambulantes, cambistas e pessoas de preto se misturam numa massa amorfa. Fazemos nosso melhor e conseguimos, enfim, achar a entrada. Entramos. A Cachorro Grande já tocou, e as demais bandas das seletivas regionais também já haviam finalizado seus shows. Todos tremendamente horríveis, ou comuns, decerto, pois a hedionda Cartolas acabou a noite coroada campeã do arremedo de festival paralelo. Ganharam a gravação de um disco, 2 videoclipes e uma Van adesivada. Espero que se mudem para São Paulo, com sua recém-ganha Van adesivada. As pessoas em São Paulo parecem mais tolerantes com bandas ruins que baseiam seu som em clichês batidos da década de setenta. Não, esse é um espectro muito amplo para esta banda. Seriam clichês batidos dos Rolling Stones, mais especificamente. Cachorros grandes cover. Nenhuma novidade. Há dúzias de bandas de pseudo-mods em porto alegre. Alguma acabaria conseguindo algo, pela insistência.

Ouvimos, forçosamente, ao hediondo show da Good Charlote. Punk-Rock adocicado na sua pior forma. Mas, uôu, o guitarrista usa uma fantasia com máscara. Radical. O ponto baixo dos shows. Aliás, o único. Dali em diante, todos shows seriam memoráveis, até mesmo o experimentalismo estupefaciente da nova banda do Mike Patton, os Fantomas. Me assusto um pouco com as músicas que não respeitam nenhuma linearidade melódica, e com os latidos e gritos de menina morrendo do sr. Ex-faith no more. Já que ele tava ali, bem que ele podia tocar algo do Angel Dust, ou Epic. Nada disso importa, pois estamos guardando nosso lugar na frente do palco para o show doce dos lábios flamejantes.

Ah, sim. Os shows ocorriam em dois palcos, um em cada extremo do local. Enquanto uma banda toca, o palco vazio é preparado para a outra, e alguns com um senso de propósito mais aguçado já guardam seus lugares, o mais perto possível do palco. Nos tínhamos um propósito, e cumprimos ele com sucesso.

Me dei conta disso ao ver, a quatro metros de mim, o excelente show dos Sonic Youth. Não poderia ter sido melhor. Mais sobre questões de posicionamento, abaixo.

No final, a sensação de propósito atingido, a o vontade irrefreável de sentar em uma colina afastada e assistir, ao longe, o último show da noite, da por mim semi-desconhecida Nine Inch Nails.

Nada Disso.

 

 

O Último show da noite

 

Não tenho mais ligamentos. Meus tendões estão amortecidos. já pararam de doer, estão no estágio superior à dor. O próximo passo é a amputação dos membros inferiores. Isso têm que acabar. Mal consigo caminhar, após 3 horas de comunhão com Flaming Lips, Sonic Youth, bichos de pelúcia, sexo com guitarras e milhares de pessoas à volta. Isso tudo é esquecido frente ao impacto da cachoeira horizontal de luzes e formas geométricas ameaçadora e ofensivamente iluminadas vindas do palco, acompanhando as guitarras e baixos e batidas e ruídos aleatórios em volume insano, dos Unhas Longas, de NOVE polegadas.

NIN fudeu com meu crânio. Fui obrigado a ficar de pé e me sacudir erraticamente, tentando seguir o ritmo alucinado da mistura de hardcore, porn-core, eletrônico e industrial (sim, tudo é industrial). Á uma distância segura, claro. Nunca encontraria determinação, àquela hora, naquele estado. Não me preocupava mais com as pernas. Me preocupava apenas em não ser cegado pela maior quantidade de luzes juntas desde, ãhn, sempre. O som me agredia e me estapeava a cara, e me desafiava, e me dizia vai, senta, tenta sentar, eu te desafio. me ignora, dizia a maçaroca sonora. Enfim, não achei palavras na hora, não tentarei mais. Me senti violado. de surpresa. Me senti voltando da escola do rock, após minha aula com o professor Jack Black, e sendo puxado para um beco escuro. Violado por sons grotescamente aterradores e luzes alienígenas.

Chega.

Flaming Lips: doce. doce doçura. docemente doce. deixei uma garota assistir à parte do show na minha CACUNDA, contagiado pela atmosfera docemente doce do show. Excelente. curto, porém. Estava à 2 pessoas da grade. nunca assisti à um show tão de perto, pelo que me recordo.

O mesmo, em termos de posicionamento, vale para o show dos jovens sônicos. guitarras, muitas guitarras. uma loja de guitarras. E nunca vi ninguém lidar tão bem com elas. Filhos da puta, todos eles. O melhor show.

Ah, devo citar a Nação Zumbi. Primeiro show que assisto deles. Muito peso na percussão ao vivo. Percussão ao vivo detona bolas, que o diga o cordel do fogo encantado.

Acabou, enfim. Todos, aparentemente hipnotizados pelo estupro coletivo, se dirigem vagarosamente para a saída, enquanto o retardado, aquele, da mtv, anuncia a banda vencedora. Nos olhamos, em expectativa, pensando que grande piada seria se os Cartolas ganhassem. Ah, obrigado, Douglas, por ter levado um supermercado dentro do casaco. Não sei o que eu faria sem os pontuais mantimentos. Acho que eu teria desmaiado, durante o NIN, se não fosse o chocolate.

 

 

O Taxista.

Nãh, não vou falar do taxista. Ele só era meio rude, mas devia estar com sono. Acho que os são-paulinos têm essa dualidade de comportamentos como algo natural. Lembro, agora, da excelente resposta à pergunta, feita ao atendente do boteco aonde comemos pasteis, na chegada, em relação à existência ou não de cardápio, no local. Não, disse ele, e se virou, sem nem ao menos apontar a relação de preços, quase apagada na parede. Deveras engraçado.

Ao menos o taxista ganhou o resto de chocolate, que deve ter escapado do bolso do Douglas, em um momento de descuido. Chocolate e o fedor insuportável dos peidos do Renan. Acho que entendo o seu mau humor, agora.

Dormimos na sala, em um colchão + almofadas bem confortáveis, para nosso estado de costas moídas e não-existência de ligamentos e tendões. Espero que não tenhamos roncado.

 

 

São Paulo zona sul, hippismo no ibirapuera.

Acordamos ao meio dia, um pouco mais descansados. Decidimos, após alguma deliberação, irmos, todos, à um restaurante de comida indiana. Sentamos, de pés nus, em volta de uma agradável mesa baixa. Como como nunca. Excelente comida. Nunca mais passo PERTO do Ocidente. Morra, Ocidente.

Vamos, ato contínuo, ao parque do Ibirapuera. Após um curta visita ao MAM <escrevi uma mensagem numa pétala, comi um pedaço de cristo-rapadura e gostei de um soft-snuff-movie projetado em uma parede> vamos sentar às margens do lago. Daniel corre, Tainá e amiga gabi se espreguiçam ao sol, eu renan e douglas ouvimos músicas individualmente, e fotografamos minimalisticamente.

 

Leio, deitado na grama, ouvindo GYBE. Mais uma vez, excelente.

Ai, eu preciso começar a fotografar de novo.

Seis horas, hora de voltar. Decidimos matar tempo pelas redondezas do Itaim Bibi, aonde estamos hospedados, até a hora de nos dirigirmos ao aeroporto. Enquanto decidimos a janta, amigos de apartamento do casal galera propõe uma confraternização regada a cervejas na cobertura. Nos parece bom, pois o prédio é uma HOTBED de modelos, na sua maioria gaúchas recém-chegadas à cidade.

Tomamos cerveja e ouvimos conversa de modelo <agradável – cotidiano e outros assuntos leves – não prestamos muita atenção, deixamos eles conversarem entre si a maior parte do tempo, enquanto conversamos, paralelamente, sobre música, e vemos fotos, os registros inestimáveis da viagem – as fotos artê minimais impressionam a modelo mais velha, que se revela uma fotógrafa frustrada. “até tenho uma máquina, tem seguro e tudo, mas tenho medo de sair na rua com ela”. Ok.> por longas e divertidas horas. A Blanched toca de fundo. Broken Social Scene também toca de fundo. Tudo muito agradável, até uma das garotas colocar algum de seus cds. Êpa, me parece algum genérico de Djavan, ou algo do tipo. As cousas começam a ficar feias. Ricardo Macchi cover, apesar de ser o arquétipo de modelo masculino, se revela um sujeito legal. Por duas horas, claro. Mas é esse o tempo que ficamos. Nos despedimos, muito agradecidos por tudo, e vamos atrás de uma pizza, antes de buscar o taxi para o aeroporto.

Após alguma caminhada, achamos a pizza. Em fatias. Como três. Descubro o orégano apenas na metade do segundo pedaço. Compenso cobrindo a pizza com quantidades industriais de orégano. E alho desidratado. Nunca passei tão mal depois. Alho seco, seu verme verminolento. Gosto muito do orégano, porém. Pensei em levar um pouco comigo, de recordação. Desisto.

 

Epílogo.

Me despeço de são paulo com um sorvete de canela, caro, no aeroporto.

Excelente.

One Response to “Bah, já faz dois anos.”

  1. Renan Oliveira Says:

    Opa! Li seu texto e dei boas risadas! Ótimo texto!
    Cara, vou a chacara do hockey ver o show do Radiohead no ano que vem e queria saber se o aeroporto mais próximo de lá é o de congonhas, como diz se texto.

    Por favor, responda no meu e-mail> renandicarlo@gmail.com
    Vai ter feito sua boa ação do dia!

    Valeu!

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