Stella Artois, a segunda cerveja

 

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tomei esta logo depois da insossa e amarguenta birra moretti, que de legal só tem o rotulo. logo, ja larga em vantagem, que nem a lebre correndo contra a tartaruga, aquela preguiçosa que achava que caminhando iria ganhar de um coelho. animal idiota.

pois bem, o que eu posso dizer da stella artois que eu já nao tenha dito, em algum momento da minha vida, para alguem? tipo, nem faria sentido eu resenhar uma cerveja como a stella artois, mas como o objetivo aqui eh resenhar ate a brahma eventualmente tomada em alguma churrascaria em connecticut, e a busca por sentido nao passa de uma abstracao irrelevante, sigo degustando a conhecida cerveja pela 235a. vez, digitando, tomando canja e vendo faustao, digo, comendo sanduiche e jogando a versão beta de fmlive.

se bem que o objetivo aqui é eternizar essas opinioes pessoais e transitórias sobre cerveja, com as quais ninguém se importa. forçando uma sucinteza, posso dizer que a stella era uma das minhas favoritas na prateleira gigante de cervejas do zaffari (mesmo a versao brasileira, enfraquecida, porque brasileiro gosta de cerveja fraca e insossa, segundo pesquisas). bom, isso nao mudou por aqui. mesmo com a guinness barata ao alcance da mão, e mais outras 160 variedades, eventualmente, a stella tem sido tomada de madeira módica, porem sistemática. apesar de tambem constar na colecao de latinhas de minha infancia, a stella nunca teve um espaco muito destacado no meu imaginario (nunca foi uma o’douls, ou uma orangeboom edição especial*, por exemplo, latinhas mais lindas/dificeis de conseguir). isso mudou quando eu comecei a realmente tomar as cervejas, ao inves de apenas gastar considerável parte da minha mesada com latas de cerveja importadas dificeis pracaralho de achar, na epoca (anos 80, abertura recente do mercado, coisas importadas = artigos de luxo, queda do muro, bobô fazendo gols, essa cousa toda).

bom, a cerveja em si é aquela coisa SUAVE que tu ja devia conhecer, por sinal. agradavel durante 100% de sua estada na minha boca, ela permanece sendo apreciada longos segundos após seu desaparecimento pelas minhas entranhas. – ao contrario da versao nacional, que eliminou o retrogosto(ui, sou enólogo). leve e densa, a stella sempre me deixa contente. é realmente uma cerveja extremamente gostosa, jesus me morda. e eu adoro cerveja gostosa (abrasso, nego). se o plano é manter a coisa longe do terreno das pretas, weiss e AMBARES, sempre é uma das melhores escolhas. 1,22 dólares mais bem gastos da noite.

review do meu sanduiche de roasted pepper chicken breast – baita sanduiche – um abrasso (reforma ortografica) pro pessoal do key foods, 24 horas por dia me vendendo cervejas, salada de espinafre e alface roxa, cream cheese, pão, frios e sorvete – o gosto marcante do peito de galinha grelhado com pimenta e o queijo gouda fazem uma dupla mortifera, ladeados pela cremosidade do cream cheese, um standard local, e pelo frescor e presença leguminosa da salada de espinafre com alface roxa, no pão preto de trigo. grande sanduíche, grandes memórias.

 

* – lata de 500ml, alta, com o desenho de um bebado deitado no deserto, encostado em um cactus, olhando para o sol, porém no lugar do sol está uma orangeboom. melhor miragem.

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2 Responses to “Stella Artois, a segunda cerveja”

  1. Leandro CP Says:

    também gosto um monte dessas coisas boas

  2. Luciano Pill Says:

    Stella continua sendo uma das minhas cervejas leves favoritas em qualquer lugar do mundo.

    Ah! Aqui em São Paulo ela ta um pouco mais barata. Há!

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