Posts Tagged ‘resenhas’

O.K. Beer – Okocim

February 5, 2009

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Prós:

 

-garrafa de 500ml

-4 garrafas por 5 dolares em um supermercado a 7 quadras de casa.

 

contra:

-nao é nada de mais. trocaria facilmente por uma bavaria premium. cerveja comunzinha, como a maioria das polonesas.

 

nao sei se é pro ou contra:

-brasao representando um bode satanico bebendo cerveja de uma taça gigante

-garota camponesa sem rosto.

 

compraria de novo, se necessario fosse, pois os prós claramente batem os contras. apesar do toque satanico no rotulo. e fica a lição: cerveja polonesa não é cerveja tchecoeslovaca.

 

 

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Red Stripe – Jamaican Lager

February 2, 2009

 

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a lager da terra de jah é bem razoável, no seu papel de cerveja clara. talvez eu esteja ficando cansado de lagers (pois as resenhas nao estao exatamente em ordem cronologica, e eu tenho comprado, predominantemente, lagers. mas isso vai mudar). enfim, a cerveja é jamaicana, talvez fique melhor com certos COMPLEMENTOS ILEGALES,

como nao estou aqui para ser preso, maluco, sigo degustando a berejota ao natural. por sinal, se eu fechar os olhos e abstrair AFU, poderia confundir a jamaicana cerveja com uma quilmes ou budweiser argentina.

bizar. vou ficar tomando cerveja de olhos fechados, agora, imaginando que eu to na única casa de parrilla de rivera que presta, com asados de tira fenomenais e garçons mal-humorados como sói de ser aos garçãos uruguaios, aquela parrilleria a 4 quadras da fronteira, no lado esquerdo da rua principal (sarandi, nao?).

adendum: cervejinha legal, nao é nenhuma STAROPRAMEN, mas serve para acompanhar o FUTEBOL NA TEVE, ao menos.

Michelob Pale Ale

January 22, 2009

 

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                    pale ale faux, red stripe observa, superiora.

a cervejaria de st. louis tentou fazer uma ale estilo inglesa, e nao sei se é preconceito por ser uma cerveja da michelob, mas nao deu muito certo. é que nem quando a coors decide fazer uma cerveja “estilo belga“, de trigo. nenhum sentido, tenho umas 5 ou 6 cervejas realmente BELGAS, de trigo, ao alcance da mão. enfim, o mesmo com essa michelob. se a europa e suas cervejarias fossem varridas do mapa por milhares de bombas H, e a crise economica norte-americana fechasse todas as micro-cervejarias, talvez assim eu pudesse considerar comprar essa cerveja de novo. sorry excuse for a pale ale. praticamente uma pilsen escurecida e amargurada.

não convenceu. prometo nunca mais toma-la, nem se me derem, ok? ok.

Lomza

January 20, 2009

 

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cerveja levemente adocicada – mas levemente MESMO, sente-se apenas um fundinho doce, que deve se explicar pelo fato d’a cerveja estar classificada como Malt Liquor – resquicio do protecionismo advindo da reinheitsgebot, que   nao reconhecia como cerveja bebidas que tivessem outros ingredientes em sua composicao, o que é uma grande frescura, pois a tal lei da pureza foi criada, basicamente para evitar a competicao (e consequente elevacao do preco) pelo trigo e centeio na alemanha – enfim, o gosto diferente deve vir de alguma spicy shait que tacaram no tonel, junto com o barley, hops e water nossos de cada dia.

densa e saborosa, a polonesa lomza foi uma boa companhia enquanto eu picava vegetais. me deparei com a garrafa pela primeira vez – rotulo meio bizár, uma mulher servindo cerveja de uma anfora para um rapaz portando uma bolsa, ambos em trajes tipicos e poses peculiares – ao mudar de mercadinho, por acaso, hoje. saí para chutar uns montes de neve e ouvir musica no fim de tarde (terapia), e acabei entrando nesse mini-mercado da humboldt street, umas 3 quadras ao sul e duas a oeste da minha rua (nota: a media é de um mercadinho por quadra, nao explorei nem metade deles, ainda, e dado o fato de que, fora as cervejas comuns – modelo, corona, heineken, budweiser, miller, tecate, e afins – cada mercado tem uma variedade diferente de cervejas importadas, o futuro é promissor para o review descompromissado de cervejas contemporaneas).

em resumo, bela companheira para picar alho. e é barata. so nao sei o quão barata, mas comprei ela, uma guinness de 600ml e um pacote de nachos, que me custou um dolar. o total foi 5,50. duas cervejas me custaram 4,50, portanto. como sei que a guinness de 600ml costuma custar 3 dolares nos mercadinhos locais, meus estupendos poderes de dedução indicam que a boa lomza, de provaveis 500ml (a garrafa nao informa, muito profissional) deve custar módicas 1,50 patacas.

not bad, eh chaps?

Lowenbrau

January 17, 2009

 

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caaara, nao tem coisa melhor que tomar uma cerveja no banho. a agua quente do chuveiro caindo na minha cabeça enquanto eu entorno amistosamente uma cerveja razoavelmente gelada é uma daquelas coisas magicas que a vida nos oferece, simples mas ao mesmo tempo causadoras de sensacoes de alegria pura indescritiveis. o contexto, por sinal, explica as goticulas de agua na garrafa da foto.

e ainda tem o azul-celeste do rotulo, que ostenta um lindo dragao brigao (ou um griffon, nao estou certo). a cerveja – mui respeitadora da reinheitsgebot – é bem DELICIA, e a faixa de preço na qual ela se coloca ajuda, tambem. mais barata que a heineken e a stella no mercadinho da esquina, a lowenbrau se mostra uma concorrente a altura. certamente comprarei de novo, revezando com as eventuais heineken, stella e becks (se meu gosto no momento clamar por esse tipo de cerveja, pois as vezes eu to na frente do freezer gigante e uma vontade de tomar porters e stouts me assoma que é coisa feia).

faz tempo que eu nao me entrego as weissbier, por sinal. deve ser o frio.

isso posto, vou dormir.

Dundee Honey Brown

January 15, 2009

 

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lager brewed with pure honey, é o que diz o subtitulo, acima do desenho da abelha batendo num bumbo com uma das patas e segurando um pint de cerveja com outra (imagem meio lugar comum nos rotulos de cerveja, pode-se perceber desde já).

A cerveja nao é nada de mais, nao é ruim, porem. é ate boa, o gosto de mel quase indistinguível, nao atrapalhando (ou ajudando, sei la, vai saber como seria se fosse mais pronunciado) na fruição da lager da abelha na garrafa. devo dizer que eu ate a tomaria de novo, se me DESSEM. mas o que me espantou foi o libelo anti-reinheitsgebot e pró rebeldia individual/rebelião contra o comportamento de massa no verso da garrafa.

what’s supposed to go in beer?

german purity laws say you’re only allowed four ingredients. But this is America… the land of individualism, civil disobedience, and footballs that don’t  roll like the rest of the world wants them to. So we decided that for Dundee Honey Brown we’d add a fifth = a touch of pure honey. Granted, that’s a recipe that’s a little different. But we figured you can be like everyone else or you can be yourself and drink something unique

Go ahead, be different” 

deusdocel, agora ate a cerveja ta apelando pra publicidade-de-vender-roupa. que abacaxi, diria o gastão, pegando seu chapéu e saindo do cinema. enfim, a cerveja podia ser pior (sempre pode ser pior…) mas o mel nao fede nem cheira, so encarece a cerveja.

Czechvar – nosso sonho nao vai terminar

January 14, 2009

 

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o observador mais atento notara o prato de cheetos ao fundo da foto. minha doenca me impede de parar de comer essa maldição (por sinal, eles sao maiores aqui do que no brasil, mas continuam com o mesmo potencial de fazer sujeira). o screenplay de reservoir dogs tambem manda abrassos (r.o.).

a lager checoeslovaca, por sua vez, alardeia 700 anos de brewing tradition, mas nao passa de mediana. uma ampola de original no bar ao lado da casa de cultura em uma segunda-feira, começo de noite (aquele momento magico do lusco-fusco) me atrairia bem mais (alias, ate uma original tomada de PÉ na frente do ossip, aquele lixo*, me atrairia bem mais**).

em noticias nao relacionadas, to ouvindo claudinho e buchecha. muitas palavras afude por metro quadrado. “se o destino adjudicar...” de onde saiam essas coisas, por deus?!? quem eh esse gost-writer genial que compunha pra eles? coisas como hipocrisia e adjudicar, e 5 segundos depois o bochecha solta um “IMPRENSAO que o palco era de espuma” poesia e grosseria na mesma frase, in a grotesque manner. sem falar no seguinte trecho genial – fica melhor sendo ouvido do que lido, mas que aqui consta como simples referencia: 

…barata cidade de deus, moréu e a gamba, marechal urucrania iraja, osmorama, guadalupe, sangareia e pombal, vigario geral, rocinha e vidigal/ (#)coronel mutuapira, itaguai saci/ andarai iriri, salgueiro, catiri/ engenho novo, gramacho, meier e umarara/ e na alianca mineira, mangueira e a vintem/ a posse e madureira, nilopolis, xere-em/ ou em qualqueeeeer lugaaaar, em vou te admirar.

sem falar no fato de que o observador mais atento, sempre ele, percebe de cara a pedofilia latente na musica.

os seus cabelos cobriam os labios teus/ nao permitindo encontrar os meus/ e voce eh baixinha/ gatinha eu vou paraaar/ mas tudo isso porque eu me sinto coroão/ tu tens apenas metade da minha ilusao/ teus 12 (serio, DOZE!!! essa eh a parte que me choca, e me faz concluir que o pedofilo em questao tem 24 anos) aninhos permite-em, someeeeeente um olhar.

# – nessa parte fica genial, bochecha entra na displicencia estudada, muito mestre.

enfim, a cerveja é razoavel, mas apenas isso. acho que é a pior das lager tchecas que eu provei no ultimo bienio (nah, na vida).

 

* – nada contra o bar em si, tudo contra a chinelagem que se tornou aquele ponto, com 500 vagabundos de todas as etnias e intençoes praticamente fechando a republica para o transito, tomando cerveja de pe (e que o torna praticamente infrequentavel)

** – o fator SAUDADE tem grande parte de parcela nessa imprensao (reforma ortografica)

Anchor Porter

January 14, 2009

 

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brewada em san francisco, a anchor tem um gosto torrado predominante, porem discreto, o que torna-se muito agradavel ao paladar. classica porter, com leve doçura ao fundo, unica coisa que diferenciaria essa anchor de uma stout qualquer, como a la brunette ou deus*. 

a cerveja, em toda sua escuridão e espuma amarelada, nao é muito DENSA, mas matou completamente o gosto de cheetos que dominava minha boca de forma bárbara e hostil. uma bosta ir ao mercado com fome, sempre se acaba comprando algo assim. daí tu come no caminho pra casa, fica com a mão toda suja e cheia de farelos, acaba coçando a cara, porque a cara coça, e no final do processo todo de aquisição de comida, tu tá com um peito de galinha, 4 carvejas ineditas, queijo e peito de peru fatiado na geladeira, mas com a cara toda amarela de cheetos, e tem que ir tomar um banho.

voltando a cerveja, a anchor tem o gosto marcante das porter, mas uma certa leveza concomitante, o que me faz dizer que eu poderia tomar umas 4 ou 5 dessas em sequencia sem SEGUNDOS PENSAMENTOS – mas isso pode ser um problema de compulsão e propensão ao vicio meu. e não um ponto positivo para a cerveja, pois eu apenas nao tomaria 4 ou 5 dado ilex (ou aquela skol que ja vinha com gosto de limao adicionado, ou a pumpkin ale, a ser debatida em outro programa) em sequencia, por puro medo de vomitar.

enfim, boa cerveja. talvez eu ate compre de novo, um dia desses – e a tentaçao de continuar a frase com “num desses encontros casuais”, pra avançar na minha cota de citações para o atual ano é, sob fortes protestos da parte idiota do meu cérebro, aplacada.

 

* – guinness

Sierra Nevada Porter

January 12, 2009

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PORTER, Terry. rica cerveja escura, cuja espuma merece um paragrafo a parte.

well-ah, ao pourear a primeira golfada de liquido preto, eu dei uma leve sacudida na garrafa, como um cuidadoso barista com sua leiteira de frothed milk, finalizando um latte perfeito, digno de latte art. a espuma que se formou, grossa, em cima da cerveja, conservou sua densidade por minutos, ate eu finalmente tomar coragem e dar um golão no rotundo copo, mas acredito que conservaria suas propriedades por mais varios minutos a fio, dada a frescura com que adentrou minha boca. na segunda servida, entao, provavelmente devido a agitada inicial da garrafa, a espuma que desceu apos o final do liquido negro nao foi nada menos que espetacular. pendia da garrafa como um fio de ouro negro, não acabando nunca de descer para as profundezas do copo. o segundo gole, com essa espuma renovada, foi ainda mais sensacional.

 

ja a cerveja, em si, nao é nada de mais.

 

 

 

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to brincando, a cerveja é do caralho sensacional. gosto bom, forte mas saborosa, sem aquela agressão cafezística que costuma ser encontrada em algumas cervejas do tipo, mas com um leve TORRADINHO no fundo. enfim, bela escurinha. mas o melhor, se servida com HABILIDADE, é a espuma.


vai bem com: marlboro vermelho (nao tentei, mas sei que sim)

Leffe

January 11, 2009

 

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Para esta cerveja, organizei o desafio supremo do sabor. Gentilmente fornecida pela deli da esquina (em troca de 4,50 mangos), a comida que acompanhou a belga tao bem-falada consistia em uma mistura homogenea de arroz a grega, salada de vagem com castanhas e cranberries, salada de camaroes com lula, tiras de porco com brocolis e molho agridoce e ate mesmo uma costela de porco ao molho barbecue. E a Leffe, no meio dessa profusao carnavalesca, quase uma safadeza, de sabor.

Bom, é fato que a cerveja nao tem a consistencia esperada, e nao estou nem comparando, nesse aspecto, com uma weissbier ou uma stout – o que seria deveras injusto. Mas frente a St. Peters English Ale, por exemplo*, a Leffe é um aguaceiro. Um aguaceiro com excelente sabor e aftertaste, no entanto. Lutou bravamente contra o agridoce do porco, o molho barbecue e o alho da lula e do  mano camarao.

Pretendo ser mais justo da proxima vez, ate porque a Leffe demonstra potencial, apesar de ser mais cara aqui do que no Zaffari (wtf?!?). Enfim, nao tenho muito o que dizer. A Leffe é boa, é uma grande cerveja, mas enquanto a tomava, fiquei pensando em outra. sad but true.

Eu poderia culpar o porco, mas a real é que o problema nao é a Leffe, sou eu. Eu gosto demais das weissbier e nao to preparado para essa Ale belga, nesse momento da minha vida (ou o problema foi o carnaval de sabores, vai saber).

 

* – ok, muito pau no cu nessa comparacao, posto que a SPEA eh a melhor cerveja do mundo, period.

Krusovice

January 10, 2009

 

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eu demorei pra caralho pra tirar essa foto, e ela manteve a espuma, como que esperando. bom sinal, 3 pontos para a esfuziantemente dourada premium lager tchecoeslovaca. ja havia tomado a marcante cerejinha em um miniconvescote dominical, e devo dizer que nao é nenhuma surpresa a repeticao da boa imagem que a tcheca dourada deixou impressa no meu cortex.

claro que dois pontos extras devem ser dados para o fato da cerveja vir numa agradavel e generosa garrafa de quase 500ml (mas isso não tem nada a ver com a cerveja em si – ou tem?) o que sempre é melhor que uma long neck, por permitir que se complete o copo ate a borda, quando ele ta quase vazio – o que é delírio total. humilha totalmente a long neck (e, antecipando um comentario futuro, a garrafa da guinness tambem é muito bem pensada. alias, todas essas garrafas que tem a quantidade equivalente a um pint são sensacionais, ao invés de malditos pouco mais de 300ml (chupa*, stella)

apanhado geral: rica lager, nem parece ser da mesma familia da budweiser. houve quem dissera que essas cervejas lager clarinhas se parecem todas entre si, como enfermeiras nos filmes de guerra, ou violinos nas cançoes de amor**, mas isso nao faz nenhum sentido, penso, enquanto sorvo essa sincera berejota. sério, acho que a garrafa de meio litro por preço de long neck me deixou muito mais propenso a elogiar a cerveja em si, mas fator psicológico posto de lado, a cerveja é sinceramente boa, do topo de sua leveza e frescor. e isso é o que importa, quando nada mais importa.

 

* – nadaver, to brincando. nao chupa, stella. você é legal.

** – 2 de 5.

samuel smith’s nut brown ale

January 10, 2009

 

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o barulho que essa CEREJINHA fez ao descer do gargalo rumo ao copo lembra o de um peru sendo degolado, o que é deveras impressive.

à cerveja em si, falta peso (a/c mogwai). nao é ruim, mas é a pior das samuel smith family, até agora. nunca chegará aos pés de uma oatmeal stout, que por sinal deveria ser considerada a base saudável de qualquer alimentação diaria. tipo café da manhã. duas bananas, um pão torrado e um copo de oatmeal stout.

claro que eu deveria estar comendo um pernil inteiro de cordeiro, pra poder apreciar a mistura de gordura do animal recem assado com o efeito saboristico da nut brown ale. mas não, eu comi uma salada, o que chega a ser uma ofensa a cerveja, ser tomada acompanhando uma salada. eu devia jogar a toalha e tomar uma cerveja de mulherzinha – corona, sei la – ao inves de dar um tapa na cara da goble-goble beer, tomando-a com salada.

sou um idiota, mesmo. arruinei minha propria impressao da cerveja. fail total. vamos a proxima:

Stella Artois, a segunda cerveja

January 9, 2009

 

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tomei esta logo depois da insossa e amarguenta birra moretti, que de legal só tem o rotulo. logo, ja larga em vantagem, que nem a lebre correndo contra a tartaruga, aquela preguiçosa que achava que caminhando iria ganhar de um coelho. animal idiota.

pois bem, o que eu posso dizer da stella artois que eu já nao tenha dito, em algum momento da minha vida, para alguem? tipo, nem faria sentido eu resenhar uma cerveja como a stella artois, mas como o objetivo aqui eh resenhar ate a brahma eventualmente tomada em alguma churrascaria em connecticut, e a busca por sentido nao passa de uma abstracao irrelevante, sigo degustando a conhecida cerveja pela 235a. vez, digitando, tomando canja e vendo faustao, digo, comendo sanduiche e jogando a versão beta de fmlive.

se bem que o objetivo aqui é eternizar essas opinioes pessoais e transitórias sobre cerveja, com as quais ninguém se importa. forçando uma sucinteza, posso dizer que a stella era uma das minhas favoritas na prateleira gigante de cervejas do zaffari (mesmo a versao brasileira, enfraquecida, porque brasileiro gosta de cerveja fraca e insossa, segundo pesquisas). bom, isso nao mudou por aqui. mesmo com a guinness barata ao alcance da mão, e mais outras 160 variedades, eventualmente, a stella tem sido tomada de madeira módica, porem sistemática. apesar de tambem constar na colecao de latinhas de minha infancia, a stella nunca teve um espaco muito destacado no meu imaginario (nunca foi uma o’douls, ou uma orangeboom edição especial*, por exemplo, latinhas mais lindas/dificeis de conseguir). isso mudou quando eu comecei a realmente tomar as cervejas, ao inves de apenas gastar considerável parte da minha mesada com latas de cerveja importadas dificeis pracaralho de achar, na epoca (anos 80, abertura recente do mercado, coisas importadas = artigos de luxo, queda do muro, bobô fazendo gols, essa cousa toda).

bom, a cerveja em si é aquela coisa SUAVE que tu ja devia conhecer, por sinal. agradavel durante 100% de sua estada na minha boca, ela permanece sendo apreciada longos segundos após seu desaparecimento pelas minhas entranhas. – ao contrario da versao nacional, que eliminou o retrogosto(ui, sou enólogo). leve e densa, a stella sempre me deixa contente. é realmente uma cerveja extremamente gostosa, jesus me morda. e eu adoro cerveja gostosa (abrasso, nego). se o plano é manter a coisa longe do terreno das pretas, weiss e AMBARES, sempre é uma das melhores escolhas. 1,22 dólares mais bem gastos da noite.

review do meu sanduiche de roasted pepper chicken breast – baita sanduiche – um abrasso (reforma ortografica) pro pessoal do key foods, 24 horas por dia me vendendo cervejas, salada de espinafre e alface roxa, cream cheese, pão, frios e sorvete – o gosto marcante do peito de galinha grelhado com pimenta e o queijo gouda fazem uma dupla mortifera, ladeados pela cremosidade do cream cheese, um standard local, e pelo frescor e presença leguminosa da salada de espinafre com alface roxa, no pão preto de trigo. grande sanduíche, grandes memórias.

 

* – lata de 500ml, alta, com o desenho de um bebado deitado no deserto, encostado em um cactus, olhando para o sol, porém no lugar do sol está uma orangeboom. melhor miragem.

Hoegaarden

January 9, 2009

 

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resenha semi-terceirizada, em parte gostwriteada por mim:

nada como um dia chuvoso em NYC, apreciando uma cerveja, segundo meu amigo mateus, com gosto de banana. bolhas nos pes me impedem de pensar com clareza sobre as minhas impressoes relativas a cerveja de trigo que permance em minha mao, me olhando com curiosidade. o gosto nao segue a tendencia decretada pelo cheiro, que se assemelha, no bom sentido, a detergente. (ODD flores do campo).

a cerveja eh boa, porem muito diferente, em comparacao com as brasileiras (que sao todas iguais, btw). a cerveja mantem um gosto adocicado na boca, como a sensacao que advem de uma boa tragada de hookah(shisha). ela nao eh espumosa, mesmo quando fortemente sacudida. cremosa e levemente leitosa, como agua de uma torneira nao aberta a muito tempo, ou como o mar de arroio do sal, aonde eu comia polenta, num dia bom (o que ainda assim é ruim), a cerveja tem um grande poder de fixaçao no palato, o que sempre é bom.

em resumo, como cerveja internacional ela cumpre seu papel de trazer diversidade e boas opçoes ao nevertheless saturado mercado local. porem, mais diuretica do que o normal (ou talvez seja o efeito da anterior, a francesa fischer, aquela com gosto de uvinhas). a titulo de pesquisa, um chocolate lindt (65% de cacau, que foi consumido junto com o resto de hoegaarden), nao perde seu sabor, nem influencia muito no da cerveja. ou seja, nenhuma diferenca. a relacao entre lindt e a cerveja nao foi estabelecida*. resultado inconclusivo. nota mental: comprar mais chocolate. 

 

* – o que me faz concluir que ambos orbitam em diferentes esferas do espaco/tempo.

Birra Moretti

January 8, 2009

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essa cerveja tem uma importancia sentimental muito grande no meu imaginario, pois era uma das latas mais vistosas da  colecao de latinhas que ainda hoje sobrevive em algumas caixas de papelao no sítio, com seu elegante  gangster de bigode empunhando um pint cheio de um terrivelmente espumoso liquido dourado. Na vida real, porém, essa cerveja tem a presença tímida de um adolescente desajeitado de óculos no ragga store. sem nada de notavel no primeiro contato com a superficie lingual, a birra produzida pela heineken italy (brewed and bottled by heineken italia s.p.a. in Comun Muovo (Italy)) so obtem relativo e discutivel sucesso em deixar um gosto amargo na boca e a certeza de que o ultimo dia de dezembro eh sempre igual ao primeiro de janeiro* (entra narracao fatal do ranzolin)

enfim, uma cerveja de certo modo refrescante, porem com cheiro levemente estranho (meia suja) e leve amargor pós-deglutição que faz eu me arrepender dos dois dólares pagos. trocaria fácil por uma bavaria premium (e isso que bavaria premium eh levemente melhorzinha que as brahma/antartica/polar da vida, nao chegando perto das concorrentes na categoria, brahma extra e kaiser gold – que apesar de ter kaiser no nome, eh bem boa**)

 

* – 1 de 5

** – eu tava pensando em manter esses paradigmas cervejísticos, de sempre comparar as cervejas aqui tomadas com as standards da CENA LOCAL porto-alegrense, mas acho que nao vai rolar. tentarei, sempre que possível, thou. saudades da serramalte, por sinal.